quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Merendeiras e lactaristas fazem curso para atualizar conhecimentos

O curso de reciclagem para as 1.156 atendentes, merendeiras e lactaristas das escolas e creches municipais vai até esta quinta-feira (9), no Centro de Desenvolvimento Profissional da Secretaria Municipal da Educação. Elas são funcionárias da Denjud e da Risotolândia, as duas empresas contratadas pela Prefeitura para servir refeições aos 145 mil estudantes da rede municipal, sempre de acordo com os cardápios elaborados pelas nutricionistas da secretaria.
O encontro faz parte dos preparativos para a volta às aulas, na próxima segunda-feira (13). O treinamento acontece duas vezes por ano e mantém as profissionais atualizadas sobre higiene e nutrição. Na rede municipal de ensino, as lactaristas preparam mamadeiras, mingaus, purês e sucos para a crianças do Berçário e Maternal; as merendeiras dividem em porções individuais os alimentos recém-preparados nas cozinhas industriais das empresas; e as atendentes servem os alimentos aos estudantes. 
Juntas, as 1.156 funcionárias – todas mulheres – fazem chegar aos estudantes 284 mil refeições por dia, 5,6 milhões por mês e 56,8 milhões por ano. A rede municipal tem desde crianças que fazem cinco refeições por dia, como os matriculados nos berçários, até apenas uma, caso das escolas regulares que funcionam em meio período.
Restrições alimentares
As profissionais também precisam estar atentas ao que é servido às crianças com restrições alimentares e que, por isso, consomem alimentos diferentes da maioria.
Uma criança com diabete, por exemplo, não pode comer bolos. Por isso, lactaristas e merendeiras precisam separar o que é destinado a cada estudante e fazer com que, por meio das atendentes, os alimentos certos cheguem ao público certo.
Outra atribuição das profissionais é medir a temperatura dos alimentos, coletar amostras de tudo o que é servido (inclusive água) e conservá-las em geladeira caso algum problema de saúde relacionado à alimentação seja apresentado por alguma criança, posteriormente.
Para prevenir a contaminação por germes causadores de doenças, as profissionais reveem informações sobre a importância da lavagem das mãos e do uso de uniformes limpos, além da limpeza correta de pratos, copos e talheres usados pelas crianças.
Aprendizado
Há quatro anos como merendeira no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Centro Cívico, Dircélia Aparecida de Souza vê o curso como uma oportunidade de relembrar rotinas e tirar dúvidas. “Estávamos de férias, afastadas da correria da creche, e agora dá para repassar tudo o que a gente precisa para fazer o trabalho certinho”, conta Dircélia.
Também com quatro anos de experiência, mas na função de lactarista no CMEI Atuba, Marnei Gonçalves Raposa entende que toda a oportunidade de aprendizagem é importante, porque “o trabalho é complexo”. Como exemplo, ela cita as consequências de refeições próximas e conflitantes. “Às vezes, por cuidado, uma professora pede para darmos leite a um bebê às 3 horas da tarde, porque acha que a criança comeu pouco no almoço. Mas a gente está atenta ao fato de que o cálcio do leite compete com o ferro do feijão do almoço e, por isso, o organismo pode não fazer a devida absorção dos nutrientes”, exemplifica.
Diferente das veteranas, Talita Sandriele, do CMEI Itapema, do Tatuquara, começou a trabalhar como merendeira em novembro. É o primeiro curso que ela faz com o grupo, apesar de já ter sido orientada pela equipe de nutricionistas da empresa para atuar na função. “Estou curiosa para aprender coisas novas”, disse a jovem de 23 ano


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